quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Pezão pede a Dilma vazão mínima do Paraíba do Sul para abastecer RJ

O Governador do Rio Luiz Fernando Pezão disse nesta quinta-feira (29) em entrevista ao Bom Dia Rio que reiterou com a presidente Dilma Rousseff a necessidade mínima de água para que a Região Metropolitana do Rio não tenha problemas de abastecimento. Pezão esteve em Brasília nesta quarta (28) para falar com a presidente sobre o uso da água do Rio Paraíba do Sul, de gestão federal, que também é usado para abastecer outros estados da Região Sudeste.
“Ficou combinado o que a gente já vem fazendo nesse fórum, de chegar na vazão mínima que precisa para abastecer a cidade do Rio de Janeiro e a Região Metropolitana. Ali quem controla é a Agência Nacional de Águas, é um rio de regulação federal", afirmou o governador.
Questionado sobre o risco de que os outros estados que dependem do rio - São Paulo e Minas Gerais - extrapolem o consumo e prejudiquem a Região Metropolitana do Rio, Pezão garantiu que os limites foram estabelecidos em uma reunião.
"Não há risco, isso ficou acordado em uma reunião com o ministro Fux [Supremo Tribunal Federal], eu, o governador Geraldo Alkimin [São Paulo] e o governador naquela ocasião de Minas Gerais Alberto Coelho. Ontem, nós reiteramos com a presidente Dilma qual é a vazão que precisa para a cidade do Rio de Janeiro não sofrer problemas", garantiu.
                                                                              
Pressão nas indústrias 
Pezão falou que o governo estadual fará pressão para que o setor industrial do estado utilize formas alternativas de consumo. "As empresas do setor industrial de Santa Cruz, nós já vínhamos alertando. A CSN [Companhia Siderúrgica Nacional] desde a instalação já deveria ter feito novas formas de captação de água. A gente vai colocar mais legislações, forçar a Reduc [Refinaria de Duque de Caxias] a fazer reuso de água da Estação Alegria. Chamamos as empresas para se reunir com a Secretaria do Meio Ambiente para discutir novas formas", explicou.
Sobre a possiblidade de racionamento, o governador disse que vai intensificar as campanhas institucionais, de alerta a população, mas que os reservatórios da Região Metropolitana conseguem atender perfeitamente até o mês de maio, caso a estiagem continue.
"Existe uma previsão de chuvas no mês que vem, mas até maio, junho a gente passa bem se continuar desta forma. O racionamento pode ocorrer, mas estamos tomando uma série de medidas há um tempo, estamos fazendo o nosso dever de casa", afirmou.


Fonte G1.

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