segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Capoeira, uma arte afro que se cultiva em Paraíba do Sul até os dias atuais


Foi realizado na manhã deste domingo (16) na Praça Garcia um dos maiores encontros de capoeira de Paraíba do Sul, que contou com a presença dos mestres Zé Carlos de Valença - Pé de Serra-, Osvaldo de Itaipava, Feijão de Levy gasparian, Demílton de Três Rios, Tempestade de Valença, professor Biju, professor Cláudio de Três Rios (Habitat – Barrinha) e também os mestres Jadir, Arino e Baldes, todos de Paraíba do Sul.

Um grande exemplo a ser seguido é do nosso amigo Naninho, que iniciou na capoeira no ano de 1978 e até os dias atuais, com 76 anos de idade, pratica essa arte com agilidade e performance, que conquistou ao longo dos anos.

O evento contou com a presença do sub secretário de esportes Cássio Salema que em seu discurso agradeceu a comissão organizadora e a todos que participaram, dando uma demonstração de que Paraíba do Sul preserva esta arte, através de abnegados mestres que continuam seu trabalho de prosseguir com a cultura afro em nosso município.
A população compareceu ao evento para assistir as apresentações, o repicar dos ritmos e a sonoridade dos berimbaus que contagiaram à todos.

O repórter Maninho esteve presente fazendo o registro e parabeniza os mestres e alunos pela bela apresentação.
A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas. 

No Brasil 

Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.
Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.

A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.

Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.

Visite a galeria de fotos clicando em "Mais informações".



















































































Nenhum comentário:

Postar um comentário

COLOQUE SEU NOME NO COMENTÁRIO PARA QUE ELE SEJA ACEITO. Antes de ser publicado, seu comentário será lido pela administração do nosso portal para que possamos assegurar que não exista nenhum tipo de palavreado chulo, de baixo calão, denúncia sem prova, críticas desnecessárias ou quaisquer tipo de difamação ou calúnia. Caso seu comentário venha contribuir para a formação de opinião dos nossos leitores, ele será aceito e postado na íntegra.