quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Peças arqueológicas são descobertas em escavação da Linha 4 do Metrô em Ipanema e Leblon


Equipes de arqueologia que fazem o monitoramento das escavações da Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca-Ipanema) encontraram recentemente mais de 150 peças datadas do século XIX e início do século XX. Estes artefatos formam uma cápsula do tempo e ajudam a contar a história de ocupação das chácaras de Ipanema e do Leblon. Entre os achados, fragmentos de alvenaria, enfeites de telhado, moedas e vidros. Chamaram a atenção dos profissionais quatro penicos de ágata, feitos de metal com uma camada de esmalte e uma ampola com líquido ainda lacrada. Este material será analisado pela Fiocruz.

_ Atualmente, trabalhamos em parceria com profissionais de outras áreas de pesquisa, como químicos e paleoparasitologistas. Tanto os resíduos encontrados nos penicos quanto o líquido da ampola, que imagino ser algum medicamento, vão provocar desdobramentos de pesquisas científicas. Estamos emocionados com as descobertas _ comemorou Cláudio Prado de Mello, arqueólogo contratado pela Linha 4 do Metrô para a pesquisa no local.
Toda a obra da Linha 4 do Metrô é acompanhada por serviço especializado de arqueologia, conforme prevê o licenciamento junto ao Iphan. Os achados em Ipanema e Leblon se somam às mais de 200 mil peças, inteiras ou fragmentadas, encontradas no sítio arqueológico da Leopoldina, Centro do Rio. Neste local, onde hoje estão armazenadas as aduelas que formam os túneis da Linha 4 entre Ipanema e Gávea, funcionava o Matadouro Imperial e uma área de descarte, próxima ao Palácio Imperial da Quinta da Boa Vista. Ali foram recuperados artefatos que remontam ao Rio de Janeiro dos séculos XVII, XVIII e XIX.

_ Cada peça descoberta e recuperada tem a ver com a história de formação do Rio e a autoestima da população. Todos os artefatos foram etiquetados, com a data da localização, características e a profundidade encontrada. Todo o material está sendo catalogado para ser enviado ao Instituto de Pesquisa Histórica do Rio de Janeiro _ afirmou o arqueólogo.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro atualmente conversa com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para que as peças mais relevantes encontradas na escavação da obra sejam, no futuro, exibidas em estações do metrô. A ideia é semelhante ao que já acontece no metrô de Atenas, na Grécia.

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