terça-feira, 24 de junho de 2014

Sérgio Cabral abre mão de candidatura ao Senado e PMDB decreta apoio a Aécio Neves para presidência


O ex-prefeito do Rio César Maia (DEM) será candidato ao Senado com o apoio do PMDB, na chapa de Luiz Fernando Pezão, deixando o ex-governador do Rio Sérgio Cabral de fora. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (23), pelo presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, em coletiva no Centro da cidade.
“Após algumas semanas de análise do quadro político do Estado do Rio de Janeiro e do quadro político nacional, a direção dos nossos partidos resolveram unificar em uma única chapa majoritária, em um gesto de desprendimento do governador Sérgio Cabral”, declarou Picciani.
Segundo César Maia, a decisão busca uma aliança no estado do Rio de Janeiro para apoiar a candidatura de Aécio Neves à presidência.
“É um processo que vem de meses. Desde depois do carnaval o senador Aécio Neves vem discutindo a questão nacional e do Rio de Janeiro. O senador Aécio Neves desde o início repete que o Rio de Janeiro é um dos pontos, se não o ponto mais importante para a eleição presidencial. As discussões eram travadas para o que era melhor para a candidatura de Aécio Neves e para o Rio de Janeiro”, afirmou César Maia.
O candidato ao Senado informou ainda que a decisão foi tomada quando o PT se coligou ao PSB. Segundo ele, o fato causaria prejuízo à candidatura do senador Aécio Neves, e seu crescimento prejudicaria ainda a candidatura de Pezão ao governo do Estado.
“A coligação cria um fato novo em relação ao prejuízo à candidatura de Aécio Neves. Se insistisse nos vetores, meu crescimento prejudicaria o governado Pezão. E o crescimento dele, prejudicaria a mim”, completou.
“Meu caro César Maia, vou fazer campanha para o senhor, mesmo trabalho que vou fazer para os meus deputados, para a minha candidatura, para a minha aliança, vou fazer para a sua candidatura”, disse Luiz Fernando Pezão.

Renúncia Cabral
Em abril de 2014, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, deixou o governo do estado para concorrer ao Senado. “Sérgio dá grande demonstração de apreço ao povo do Rio quando abre mão da sua candidatura ao senado. Faz isso por compreender que a participação do DEM, PMDB, na aliança dos partidos que apoiam Pezão, traz nova força para que possamos vencer no primeiro turno a eleição de governador e eleger o senador”, declarou.
No anúncio, Picciani afirmou que entre as metas de governo de Pezão, está  uma atuação mais forte na segurança do estado. Ele ressaltou ainda as ações do Secretário de Segurança, Luis Mariano Beltrame, durante a ocupação das principais favelas do Rio.
“O mundo acompanhou a retomada do Alemão, da Rocinha, da Maré. Tem um tiroteio aqui, acolá, mas agora o Estado está no comando. A Rocinha seria a 15° cidade pelo tamanho e população e não tinha uma polícia lá”, afirmou.
O presidente do PMDB-RJ afirmou ainda que o palanque de Pezão estará aberto aos candidatos Aécio Neves, a presidente Dilma Roussef e o pastor Everaldo. “O PMDB estará integrando DEM, PSDB, PPS na campanha do César”, completou.
No twitter, Cabral declarou "abdico da candidatura ao Senado Federal, cargo que já tive a honra de exercer, pelo que moveu toda a minha vida pública: o Rio de Janeiro".

Rompimento com PT

Pezão falou sobre a sua relação com a presidente Dilma, após anunciar que abrirá o seu palanque ao candidato Aécio Neves. “Não fomos nós que rompemos a aliança com o PT. Eu continuo tendo um relacionamento com a presidenta a Dilma acima de questões partidárias do Rio. Tenho a maior consideração, maior carinho com a presidenta, mas a gente sabe que a política tem esse dinamismo. A minha aliança é pelo Rio de Janeiro”, afirmou Pezão.

Aliança do PPS

Na ocasião, o deputado Comte Bittencourt (PPS) falou sobre a aliança do partido à chapa de Pezão e à candidatura. “Essa aliança tem o maior palanque do Rio de janeiro para se buscar derrotar o PT nacional aqui no estado. Essa questão que move o PPS para essa aliança. Segunda, esse movimento recente oportuniza ter um candidato ao Senado com capacidade para representar o Rio de Janeiro”, afirmou.

PSDB
O presidente do PSDB Luiz Paulo também falou sobre a coligação aos partidos em apoio à candidatura de César Maia ao Senado e Pezão ao governo do estado.  No entanto, ressaltou que o objetivo principal do partido é eleger senador Aécio como presidente.
“Primeiro, vamos eleger Aécio Neves presidente, achamos que é a hora da mudança e o Rio de Janeiro cumpre papel importantíssimo nas eleições nacional. A posição do PSDB, sempre foi dito que faríamos o que fosse possível para ajudar Aécio Neves e o PSDB para assumir a Presidência da República”, concluiu.
Com a aliança formalizada nesta segunda-feira, a campanha de Pezão passará a contar com o apoio de 18 partidos: PMDB, PSDB, DEM, PPS, PDT, PTB, PSD, PP, PTN, PEN, PSL, PMN, PTC, PRP, PSDC, PRTB, SDD e PSC.


Fonte: G1.com

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