terça-feira, 8 de abril de 2014

Polícia apura caso de vídeo de sexo com menor divulgado no WhatsApp


A Polícia Civil apura a divulgação pelo "WhatsApp" (aplicativo de troca de mensagens de celular via internet) de um vídeo de sexo envolvendo uma adolescente de 16 anos e três rapazes maiores de 18 anos gravado em Piracicaba (SP). A investigação é coordenada pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), mas a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou nesta segunda-feira (7) que não pode se pronunciar, pois o caso está sob segredo de Justiça.
A adolescente registou boletim de ocorrência em 20 de março. Ela e a mãe foram à delegacia e informaram que naquela data tomaram conhecimento da divulgação do vídeo. Segundo a declaração da jovem à polícia, as imagens "provavelmente" foram gravadas em 7 de dezembro de 2013 durante a festa de aniversário de um dos rapazes. Ela informou ainda que, na ocasião, "possivelmente estava desacordada". A ocorrência foi registrada como averiguação de estupro de vulnerável.
No documento, a garota declarou ainda que no dia anterior recebeu a ligação de um homem que não se identificou e a mandou entrar na rede social Facebook para escrever que a relação sexual havia sido consentida e que ela não estava desacordada. Segundo as informações registradas no boletim, a adolescente se sentiu "ameaçada" e "amedrontada", o que a motivou a procurar a Polícia Civil.
No dia 31 de março foi cumprido um mandado expedido pela 1ª Vara Criminal de Piracicaba para busca e apreensão de "objetos e documentos de interesse policial" na casa de um dos rapazes mostrados na cena de sexo. Na residência, os investigadores recolheram um tablet, dois computadores, um HD externo e oito celulares, segundo a Polícia Civil.
Investigação
Nesta segunda-feira, o delegado seccional assistente de Piracicaba, Ricardo Fiori, disse que não poderia dar nenhuma informação sobre a investigação. “Este inquérito é uma ação privada, que só tramita por manifestação da vítima. Não é um crime de ação pública, que o estado tem a obrigação de punir. Nós temos a obrigação de investigar, desde que a vítima se manifeste", afirmou. Já a SSP, por meio de nota, informou apenas que o caso está sob segredo de Justiça.

Divergências
Ao G1, a mãe da adolescente não autorizou entrevista com a filha sobre a divulgação do vídeo. A genitora também não deu informações sobre a dúvida em torno do fato de a relação ter sido consensual ou não. A defesa jurídica informou que a família da garota irá se pronunciar apenas após a investigação. O pai de um dos jovens afirmou à reportagem, por telefone, que os quatro envolvidos combinaram de transar e que tem provas de que a relação foi consensual.

Fonte: G1

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