quinta-feira, 13 de março de 2014

Contestação: A falta de empregos cresce e as autoridades fecham os olhos


Estamos de volta com nossa coluna e hoje falarei sobre algo muito ruim: a falta de emprego, ou melhor, a falta de geração de empregos. A cada esquina é possível observar pessoas em busca de trabalho. No governo Gil Leal houve o início de um projeto industrial e empregatício louvável, pois um dos focos da administração daquela época era a geração de renda e emprego. Aos críticos que não irão admitir essa realidade, basta que recordemos de grandes empresas que se instalaram no município: MRS Logística (que ainda será inaugurada), BRASCERAS, Lengruber, Regional Telhas, entre várias outras de médio e pequeno porte.
            Até hoje nenhuma empresa chegou ao atual governo, porém a esperança passou a ser visível. Com o asfaltamento da Estrada da Barrinha, conseguida por Vinícius Farah, 5 novas fábricas já visam compor o Polo Industrial daquela região. Elas irão para Três Rios, porém irão contribuir para diminuir o desemprego em toda região e, consequentemente, em Paraíba do Sul.
            No governo passado, em meados de 2010, entre os 92 municípios fluminenses, Paraíba do Sul apareceu em 11ª colocação com o IFDM de 0,7886, subindo duas posições em relação à última pesquisa divulgada em 2006. Entre os fatores que foram apontados destacaram-se as ações do governo Gil Leal para tentar diminuir o índice de desemprego, que, na época, era alarmante. Com as novas empresas instaladas, mais de 3.089 vagas diretas de emprego no mercado de trabalho foram geradas.
            Atualmente surgem estagnações. Algumas empresas de grande porte que haviam se instalado ameaçam deixar o município, o que poderia gerar um “surto de desemprego”. Além disso, médias e pequenas empresas estão sofrendo os impactos da inflação e demitindo de forma maior, os altos preços dos produtos durante a Copa do Mundo estão influenciando no rendimento do comércio, a falta de incentivo fiscal e diminuição da taxa de tributos comerciais e empresariais estão desmotivando os investimentos em estabelecimentos comerciais, os altos preços do comércio local estão espantando o consumidor e, com isso, há uma diminuição de renda e aumento do desemprego, a falta de cursos profissionalizantes vinculados com empresas que empregam o jovem e financiam estágios, como o Projovem Trabalhador, não estão existindo mais, entre outros fatores.
            E por falar em Projovem me veio uma coisa em mente. Não existe neste governo nenhum programa profissionalizando APLAUSÍVEL que contribua com a juventude para conseguirem o primeiro emprego. O Centro de Qualificação Profissional é um excelente projeto, porém a grande maioria de seus alunos não é adolescente e sim adultos. Existe uma enorme necessidade em criar políticas públicas em benefício à juventude, como, por exemplo, um banco de empregos e cadastro de currículo de pessoas que nunca trabalharam, a promoção de cursos em outros setores e não apenas nos técnicos, o intercâmbio com empresas para que haja financiamento de estagiários e, consequentemente, a capacitação desses jovens, além da criação de mecanismos que motivem os jovens a estudarem e se aperfeiçoarem.
          O SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) é praticamente o único centro de cursos de qualidade e não saíra da cidade. O SENAI já saiu da cidade há anos e o SENAC é o maior centro de cursos que possuímos, se não o único.  É preciso que a prefeitura apoie os poucos mecanismos profissionais, estimule e facilite a instalação de empresas (diminuindo o imposto, dando incentivos fiscais, acabando com o alvará anual, etc.), faça projetos fortes e bem elaborados em benefício aos desempregados de Paraíba do Sul, transforme a lei do aprendiz em algo que as empresas do município tenham que aderir, etc. Mesmo não havendo senso ou pesquisas que nos mostre o índice de desemprego na atualidade, basta olharmos no dia a dia o quanto está sendo natural pessoas necessitando trabalharem e sustentarem suas famílias. Vamos abrir os olhos políticos e tornar este problema algo de interesse público e que requer uma visão maior.

Um comentário:

  1. Existem informações coerentes em seu texto, porém equivocadas. Está é uma crítica, a entenda não como simples negação do que se falou, mas como construção coletiva para próximos textos.
    A forma como o Índice de desemprego é medido é uma farsa, pois se calcula pelo número de pessoas que buscam emprego, nesta especificação aqueles que estão em casa, sobre seguro desemprego, ou seja, não se cadastraram em nenhum sistema de vagas não está neste índice. Então a taxa de desemprego é muito maior! E ela "parece" aumentar em contextos de farsas do desenvolvimento como Copa do Mundo, Olimpíadas, etc.
    Será que estas grandes e louváveis empresas que foram para Paraíba do Sul são tão louvaveis assim? Grande parte(o que não é o todo) dos funcionários da produção da LEMGRUBER por exemplo tem péssimas condições de trabalho, a questão da Saúde do Trabalhador é inexistente, geram empregos, geram renda, isto é óbvio, mas com certeza lucram muito mais do que a miséria de salário que pagam. Pois todas pagam muito mal para o operário!
    Essa dicotomia existente e predominante entre Paraíba do Sul e Três Rios é idiota! Fazemos parte de uma região, e nossa cidade para além de redução de impostos (desnecessárias em minha opinião, pois a empresa só investe naquilo que da lucro, e se elas não investem em PS é por que seu lucro será menor, mais não nulo, pode ter certeza), mas Três Rios está além, sua população é maior, legislação moderna, grandes eixos viários, e sulparaibanos qualificados trabalhando lá.
    Outro equivoco é pensar que o Prefeito é responsável por tudo, de bom e ruim. Temos que enteder política como correlação de forças, sulparaibanos estão(maioria) apáticos aos procesos políticos da cidade, acreditam fielmente na representação e só reclamam quando doem em seu calo. E para aqueles que ouço muito dizer não gosto de politica, eu afirmo, estas gostam muito de política, porém "conservadora".
    Não devemos ser a favor de redução de impostos para empresas, que lucram atraves do tyrabalho alheio, temos que buscar sim, redução de impostos para os trabalhadores, que não vem mais a cidade como habitavel, ela está virando uma cidade de veraneio, só para final de semana.
    Curso de profissionalização seriam importantes, sim. Mais importante seria cursos superiores públicos na cidade. Pois hoje fala que existem empregos mais nao existe mao de obra qualificada, mentira. Existe um desemprego estrutural fundamental para a lucratividade industrial, e submissão dos trabalhadores, que vendo que existem filas intermináveis de pessoas querendo emprego aceitam qualquer trabalho, como a maioria da cidade.
    A juventude, na minha opinião não deve conseguir emprego, mas sim uma vaga em UNIVERSIDADE PúBLICA de Qualidade e gratuita. Nada de PROUNI ou FIES, Falo de FEDERAL e ESTADUAL. Curso técnicos e profissionalizantes nada mais são meios de aumentar o contigente de desempregados que podem substituir os atuais trabalhadores em caso de greve, insatisfação e idade avançada.

    Mas estas mudanças, nunca virão por bondade ou maudade divina ou do prefeito e governo, mais sim do povo.

    ResponderExcluir

COLOQUE SEU NOME NO COMENTÁRIO PARA QUE ELE SEJA ACEITO. Antes de ser publicado, seu comentário será lido pela administração do nosso portal para que possamos assegurar que não exista nenhum tipo de palavreado chulo, de baixo calão, denúncia sem prova, críticas desnecessárias ou quaisquer tipo de difamação ou calúnia. Caso seu comentário venha contribuir para a formação de opinião dos nossos leitores, ele será aceito e postado na íntegra.