segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Uma tradição ao longo dos anos




A tipografia basea-se em pequenas peças de madeira ou metal  com relevos de letras e símbolos.  Chamados TIPO MÒVEIS.
Os tipos foram inventados pelos chineses, porém no século XV, foram redescobertos por Gutemberg com a invenção da prensa tipográfica.
A reutilização dos mesmos tipos para compor diferentes textos, mostrou-se eficaz e é utilizada até hoje, constituindo a base da imprensa durante séculos.
Mesmo com os avanços dos computadores e da edição eletrônica de texto, a tipografia permanece viva nas formatações, estilos e grafias.
Carlos Fernando, mais conhecido como Fernandinho da gráfica, um autêntico sulparaibano, até hoje mantém essa atividade exatamente como era no início, assim como Gutemberg.
Fernandinho teve seu primeiro contato com a tipografia aos 7 anos, e hoje já tem mais de 30 anos de profissão.
Ele afirma que gosta de trabalhar com tipografia. Já teve várias oportunidades de comprar equipamentos modernos, porém prefere manter a tradição.
           O procedimento de uma tipografia, não é simples. Exige muita paciência e domínio de todo o processo.
Primeiramente monta-se o texto, letra por letra na chata. Logo após, justifica-se as linhas. Com a chapa montada, o próximo passo é apertá-la, usando guarnições.
Feito isso, ela é batida para que as letras fiquem da mesma altura.
Em seguida é feita a prova da chapa, compara-se o que foi solicitado pelo cliente com o que foi impresso de rascunho. Estando tudo certo, começa a impressão dos cartões, que é feita manualmente, ou seja, uma de cada vez.
Após todo esse processo, está concluída a produção.
A equipe do blog visitou as dependências da gráfica, situada na Rua Otávio Vieira, mais conhecida como a Rua do Clube da Terceira Idade, próximo a travessia da linha.

Texto: Tatila Nascimento