segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Conheça o jogo de malha em Paraíba do Sul


O jogo de malha é uma prática comum em diversos lugares do país, inclusive em nossa cidade. Nessa matéria, você conhecerá um pouco mais sobre esse esporte.
Jogava-se malha na França, na Itália, em tempos muito antigos e que não estão bem determinados. Fala-se no jogo de malha, em 1490, mas a prova de sua existência vem de um documento francês de 1644.
Em Portugal, esse esporte e o arremesso de ferraduras, sempre foi muito popular, com os nomes de chinquilho ou jogo do fito. Foi um jogo muito popular na região da Beira Alta, os homens depois do seu dia de trabalho, reuniam-se e praticavam este esporte.
O jogo de malhas, tanto como o de ferraduras, foi levado para o Brasil por imigrantes portugueses. Documentos apontam que já no período colonial jogava-se malha em todo o país.
Há documentos que provam ser a malha um esporte praticado em São Paulo, na rua 25 de Março, desde 1890. Os trabalhadores, terminado o seu dia de trabalho e participavam do jogo de malha como divertimento. Usavam peças rudimentares como pedras, ferraduras, pedaços de chapas de ferro, variando de formato e tamanho. Os pinos não tinham o padrão certo, tudo servia. Era considerado um esporte ou divertimento de pessoas humildes.
Na cidade de Paraíba do Sul, o jogo de malha é incentivado pelos órgãos públicos, que construíram quadras de ‘raia de malhas’, a fim de proporcionar aos trabalhadores a prática desse divertido esporte. No total, são aproximadamente seis bairros com essas quadras: Ponte Preta, Sardoal, Inema, Limoeiro, Werneck e Morro da Alegria, onde, é possível, durante as tardes de verão, ver alguns cidadãos usufruindo dessa prática.
Conclui-se que nossa cidade é muito bem entrosada com este esporte, tanto é que o fabricante dos instrumentos usados nessa atividade é produzido por um sul paraibano, que abrange diversos municípios da região. Trata-se do Senhor Alcides José da Silva, morador da Ladeira do Curupaity, que dedica seu trabalho artesanal há aproximadamente 30 anos na confecção desses artifícios, com uma produção limitada e pessoal, porém também comercializada entre os adeptos da modalidade. Dotado de uma técnica totalmente equilibrada, para que os parâmetros dessa prática sejam perfeitos, Sr° Alcides é o único na região com essa habilidade.
Alcides também produz outros objetos, como pé de cabra, ponteiros, talhadeira, facão, cavadeiras e foices no formato de bico de gavião, demonstrando sua habilidade com a área.
Casado com Dona Maria do Carmo, Sr° Alcides, além de esbanjar saúde, possui 10 belos filhos, que integram uma unida família.
Sendo um dos poucos ferreiros da região, Alcides diz que é preciso ter normas para a confecção dos adereços usados na malha: “A pista onde é praticada a malha possui 35m de cumprimento e as malhas são retangulares com peso que varia de 500g a 3 kg” – diz.
A qualidade de seus produtos faz com que ele seja um grande competidor na modalidade, participando em torneios e campeonatos em Avelar,Paty do Alferes, Vassouras, Valença, Barra do Piraí, Santa Anésia, Governador Portela, Petrópolis, Anta, Três Rios e Areal.
A equipe do Blog não se cansa de falar que Paraíba do Sul é o berço de grandes talentos.

Sardoal








Troféus e medalhas conquistado pelo Sr° Alcides








 













Alcides, Leandro, Lúcia e Liliane







Raia de Malha da Ponte Preta